domingo, 4 de outubro de 2026

Craques do Passado: Branco pelo mundo do futebol

Por Leonardo Barros

Do Jardim Carioca, em Guarus, para uma verdadeira volta ao mundo do futebol. Cria do Americano, Branco acumulou passagens por clubes do exterior, como jogador e treinador. O passaporte foi carimbado em diversos países, entre eles Portugal, Arábia Saudita, Vietnã e África do Sul. Atualmente, é da comissão técnica do Al Yarmouk, do Kuwait, clube que também defendeu na época de atleta entre o final dos anos 1990 e início de 2000.


“São experiências maravilhosas. Deus foi muito generoso comigo nas oportunidades. Saudade de casa era demais, falta de família, amigos, por muitas vezes as coisas não saíam bem e não tinha aquele ombro amigo. Na época de jogador, uma das maiores dificuldades era a comunicação e contato com a família, pois o minuto de uma ligação era caríssimo. Hoje está tudo muito mais fácil. Sentiu saudades, pode fazer chamada de vídeo, de graça”, conta Branco.

A ligação de telefone fixo evoluiu para o smartphone e whatsapp. A tecnologia só não substitui outras barreiras, como idioma e fuso horário. Mas, nada que atrapalhe a linguagem do futebol. Com a experiência dentro de campo, Branco virou treinador. Mais uma longa lista de clubes, no Brasil e no mundo: Platinum Stars (África do Sul), Textáfrica (Moçambique), Eleven Men (Suazilândia), Desportivo da Lunda Sul (Angola), além de Quissamã, Atlético de Itapemirim, Bahia de Feira de Santana, além de Goytacaz e Americano.



Origem no futebol campista
O início da carreira foi no Estádio Godofredo Cruz. Chegou à base do Americano aos 13 anos, se tornando profissional antes dos 20. “Comecei como ponta pela direita, mas por ter uma boa estatura, o saudoso treinador Amadeu Crespo logo percebeu e me fez virar um centroavante, pois tinha facilidade em fazer gols”.

A rivalidade dos clubes de Campos foi vivida desde os primeiros anos no futebol. Como mesmo diz: “Sou eternamente grato ao Americano pela carreira como treinador, olha que eu era torcedor do Goytacaz fervoroso”. Branco driblou essa situação e conquistou o respeito das torcidas. Como treinador, passou por Americano e Goytacaz. Na Rua do Gás, ainda levantou a taça de campeão da Série C do Carioca em 2011. Ainda como jogador, ainda defendeu o Rio Branco.


“O Americano também foi o primeiro clube a abrir as portas como treinador, através do então vice-presidente da época Luciano Viana, um amigo que tive a honra de jogar ao lado e depois trabalharmos juntos em outras funções. Fui para à África e, quando retornei, aceitei um pedido do amigo Marcinho Pudim, que estava junto com seu irmão Geraldo Pudim, tentando levar o Goytacaz à 2° divisão. Fomos campeões e conquistamos o acesso”.

A força do futebol na família
O nome de batismo Luiz Carlos foi pouco usado no futebol. O apelido Branco foi dado por uma vizinha chamada Doralice ainda na infância. “Segundo meus pais, todos os dias ela me visitava e sempre brincava me chamando de Branco da vovó Doralice. Fui crescendo e as pessoas foram entrando nessa onda também e o apelido pegou. Carrego comigo até hoje, tanto na vida profissional como pessoal. Quando me chamam pelo nome de Luiz Carlos por vezes custo a perceber que é comigo (risos)”.


A carreira no futebol, sonhada na infância e concretizada no futebol, passou de pai para filho. Os dois filhos de Branco seguiram a mesma profissão. João Victor, conhecido como Tavares, é atacante e passou por Internacional, Vasco, Estoril (Portugal), Radomiak (Polônia) e joga atualmente no Oliveirense (Portugal). O mais novo, Pietro Tavares, defende a base do Cruzeiro, sendo campeão da Copinha de 2026, além de disputar a Copa do Mundo sub-17 pela Seleção Brasileiro.


“Procuro sempre que posso assistir aos jogos deles e sempre tento analisar na área técnica e tentar ajudá-los com dicas que foram importantes na minha carreira, e que já vivenciei em outras oportunidades. O conselho básico é sempre a humildade, mantendo pés no chão ,e que só com muito trabalho e dedicação podem alcançar os objetivos. Como eles mesmos dizem: não é fácil ser filho de ex atleta e treinador, pois tem muita cobrança (risos)”.
J3News



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