quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Após 27 anos de atuação na Bacia de Campos, plataforma batizada como “gigante do petróleo” é rebocada pela Baía de Guanabara para desmonte

A P-35, com cerca de 330 metros de comprimento e 27 mil toneladas, foi conduzida por 7 rebocadores


(Foto: Divulgação Petrobras)

Depois de 27 anos de operação no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, o navio-plataforma P-35 faz nesta segunda-feira (2) uma de suas últimas viagens. Puxado por 7 rebocadores, o gigante de aço atravessou a Baía de Guanabara rumo ao um estaleiro, onde será avaliado o desmonte.

A cena chamou atenção pelas proporções. A estrutura tem cerca de 330 metros de comprimento, 56 metros de altura e 27 mil toneladas. Nas imagens, os pequenos rebocadores aparecem distribuídos ao redor da embarcação, conduzindo lentamente a P-35 pelas águas da Baía.

O destino foi um estaleiro no Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Para chegar até lá, a plataforma precisou passar sob o vão central da Ponte Rio-Niterói.

Desmontagem começou no mar

A travessia exigiu preparação. Partes da P-35 foram desmontadas para reduzir a altura da estrutura para caber nos 75 metros abaixo da Ponte. A operação foi planejada levando em conta as condições meteorológicas e o nível da maré.

Marinha do Brasil, Petrobras, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Corpo de Bombeiros acompanham a movimentação. Segundo o Inea, cerca de 100 agentes e técnicos participam da operação, com o objetivo de prevenir acidentes e garantir a segurança ambiental da Baía de Guanabara.

Antes da travessia, a P-35 passou por procedimentos técnicos após o encerramento do ciclo produtivo. Agora está em processo de descomissionamento, etapa que antecede o desmonte da estrutura, que ainda não tem data para acontecer.

A plataforma carrega no casco as marcas dos anos no mar. Antes de se tornar uma unidade de produção de petróleo, era um navio petroleiro que foi reaproveitado e convertido. Como P-35, operou por 27 anos no Campo de Marlim.
Mancheterj

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